Alzheimer afeta mais mulheres que homens? Saiba mais

Alzheimer afeta mais mulheres que homens

A doença de Alzheimer acomete duas vezes mais mulheres do que homens – um fenômeno que a medicina ainda não sabe ao certo explicar.

À medida que envelhecemos, é natural nos preocuparmos com nossa saúde e bem-estar.

Especialmente para as mulheres maduras, a questão do Alzheimer muitas vezes surge como uma preocupação significativa.

Estudos mostram que as mulheres têm realmente uma maior prevalência de Alzheimer em comparação com os homens, e entender porque isso acontece pode ajudar a orientar estratégias de prevenção e cuidado.

“Ao longo da vida, as mulheres tendem a ter experiências muito diferentes dos homens – particularmente as mulheres das gerações mais velhas. Algumas dessas alterações são causadas por diferenças biológicas, como menstruação, gravidez e menopausa”.

“Outros fatores estão mais relacionados às diferenças tradicionais nos papéis de gênero, como educação, trabalho e estilo de vida. Muitos deles têm impacto no risco de demência”.

Em janeiro/2025, um artigo publicado na Revista Veja retomou o tema: “Alzheimer: mulheres são mais afetadas e pesquisa brasileira pode ajudar a entender o porquê”.

“Hoje, mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com Alzheimer, mas essa doença não afeta a população de maneira homogênea. Segundo a matéria, mulheres são quase duas vezes mais acometidas que os homens.

Mas por quê? até agora isso era um mistério, mas uma pesquisa desenvolvida no Brasil em parceria com pesquisadores americanos jogou luz sobre esse fenômeno”

A resposta pode estar na carnitina: uma molécula que possui uma estrutura semelhante à das vitaminas.

Por que isso afeta mais as mulheres?

O estudo liderado por pesquisadores da NYU Langone (EUA) e com colaboração de cientistas brasileiros da UFRJ e USP, descobriu que:

“O que nós descobrimos foi que os níveis dessa molécula estão reduzidos no sangue de mulheres com comprometimento cognitivo, especialmente, naquelas com doença de Alzheimer diz Mychael Lourenço, líder do estudo e professor do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “O mesmo não foi visto em homens.”. Destaques:

  • Diferença entre os sexos: Em homens, os níveis de carnitina variam pouco. Já nas mulheres, os níveis de carnitina livre no sangue caem drasticamente à medida que o declínio cognitivo avança.
  • Marcador Precoce: Essa queda foi identificada até em mulheres com comprometimento cognitivo leve, sugerindo que o cérebro feminino pode sofrer de uma “crise de energia” mitocondrial muito antes dos sintomas graves aparecerem.
  • Relação com Placas de Proteína: Mulheres com níveis mais baixos de carnitina apresentaram maior acúmulo de proteína tau e beta-amiloide (os “lixos” que entopem o cérebro no Alzheimer).

A ciência não diz que a falta de carnitina “gera” o Alzheimer sozinha, mas estudos recentes mostram que níveis baixos de carnitina são um forte indicador de risco e progressão da doença, especialmente em mulheres.

Alguns fatores que contribuem para a disparidade de gênero do Alzheimer acometem mais mulheres do que homens:

  • Em primeiro lugar, a expectativa de vida das mulheres é geralmente mais longa, o que significa que estão mais suscetíveis aos efeitos do envelhecimento, como é o caso do Alzheimer. Após os 65 anos de idade, segundo a Dra. Jerusa Smid, Neurologista do Einstein, as pessoas têm mais chance de contrair a doença.
  • Mulheres passam por mudanças hormonais significativas ao longo da vida, como a menopausa, que podem influenciar a saúde cerebral.
  • A genética também pode desempenhar um papel na doença, mas a Dra. Jerusa Smid afirma que somente cerca de 1% a 3% dos casos de Alzheimer são causados por herança genética.
  • Outro aspecto a considerar é o impacto do estresse crônico e da saúde mental na saúde cerebral.
  • O estresse crônico tem sido associado a um maior risco de desenvolver Alzheimer, destacando a importância do autocuidado e da busca de apoio emocional e médico.
  • As mulheres muitas vezes enfrentam múltiplas demandas, como cuidar da família, da carreira e de outros compromissos, o que pode levar a altos níveis de estresse.

Pontos de atenção e cuidados do Alzheimer

“No início, não nos lembramos do nome de uma amiga querida, ou o que fomos fazer no supermercado. E voltamos a repetir as mesmas histórias para os amigos e contamos do mesmo jeito”.

“Fazer confusão com nomes, datas e atividades é inevitável, acontece com todo mundo. Mas apresentar esses sintomas repetidamente, de forma que atrapalhe a independência na rotina, pode ser um sinal de alerta para a saúde mental e em especial, para o Alzheimer.

A perda da memória costuma ser o sintoma inicial ou o mais perceptível do Alzheimer, que normalmente faz com que a pessoa procure ajuda médica, mas existem outros sintomas atípicos que merecem atenção.

Outro ponto importante é a construção de reserva cognitiva, quanto maior a reserva cognitiva, mais o cérebro suportaria as lesões causadas pelo Alzheimer e uma das maneiras mais importantes de criarmos reserva cognitiva é estudando.

A reserva cognitiva é a capacidade do cérebro de resistir a danos. Algumas teorias sugerem que o estilo de vida, educação e engajamento social ao longo da vida criam essa “reserva”. Historicamente, mulheres de gerações passadas tiveram menos acesso a certos níveis de escolaridade ou carreiras desafiadoras, o que poderia resultar em uma reserva cognitiva ligeiramente menor em comparação aos homens da mesma corte geracional.

Fatores protetores da doença de Alzheimer recomendados por especialistas:

  • Aprendizado constante: a educação é um importante fator protetor para demências, portanto, aprender coisas novas é uma boa maneira de prevenir o desenvolvimento dessas condições.
  • Participação social: a solidão se mostrou um fator importante para o declínio cognitivo, então estar envolvido em grupos sociais também pode ser um fator protetivo importante
  • Cuidado com doenças crônicas: as doenças metabólicas como diabetes, hipertensão e obesidade estão muito relacionadas a demências, então preveni-las é uma forma relevante de evitar doenças neurodegenerativas.
  • Saúde auditiva e visual: pesquisas recentes mostram que a perda da audição e da visão podem ser um fator de risco para demências
  • Estilo de vida saudável: fatores como alimentação e exercícios físicos são essenciais para manter um bom funcionamento do organismo e para evitar grande parte dos outros fatores de risco relacionados ao Alzheimer

“Ser mulher” é um fator de risco, não uma sentença

A medicina preventiva tem avançado muito em identificar estratégias que fortalecem a saúde cerebral, independentemente da genética:

  • Saúde Cardiovascular: O que é bom para o coração, é bom para o cérebro. Controle de hipertensão e diabetes é crucial.
  • Engajamento Cognitivo: Aprender algo novo (um idioma, um instrumento, uma nova tecnologia) cria novas conexões neurais.
  • Sono de Qualidade: É durante o sono que o cérebro realiza uma “limpeza” de toxinas acumuladas, incluindo proteínas ligadas ao Alzheimer.
  • Socialização: O isolamento é um dos maiores inimigos da cognição. Manter conexões sociais ativas é um dos fatores mais protetores que existem.

É importante manter a mente ativa e engajada. Desafiar o cérebro com atividades cognitivamente estimulantes, como estudar e aprender novas atividades que podem ajudar a fortalecer as conexões neurais e reduzir o risco de declínio cognitivo.

Promova a saúde cerebral e o bem-estar. Priorize o autocuidado, mantenha um estilo de vida saudável e busque apoio emocional e médico sempre que necessário.

São passos importantes na jornada do envelhecimento saudável.

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Time Estilo 5.0+

Fontes:

https://veja.abril.com.br/saude/alzheimer-mulheres-sao-mais-afetadas-e-pesquisa-brasileira-pode-ajudar-a-entender-o-porque

https://claudia.abril.com.br/saude/alzheimer-afeta-mais-mulheres-que-homens-entenda

https://jornal.usp.br/atualidades/pesquisa-americana-mostra-que-o-alzheimer-e-mais-recorrente-em-mulheres/

https://veja.abril.com.br/saude/foi-angustiante-ve-la-sumir-diz-marcelo-rubens-paiva-sobre-a-mae/

https://www.alzheimers.org.uk/blog/why-dementia-different-women

 

Vídeos:

Pesquisa mostra por que mulheres têm mais chances de Alzheimer | Jornal da Band- 01:37

 

Mito ou verdade: Doença de Alzheimer faz parte do envelhecimento? | Educação em Saúde Einstein – 4:25

 

Alerta para Mulheres: O Alzheimer Está Chegando Cada Vez …01:32

Cintia Yamamoto Ruggiero

Sou apaixonada pelo tema Longevidade, curiosa e inquieta! Quero participar ativamente da revolução da longevidade e colocar o aprendizado profissional de mais de 30 anos e a experiência nas áreas de Negócios e Marketing para trazer conteúdos, produtos e serviços para as Mulheres 50+, conectadas, curiosas e interessadas!