Diferentes estudos demonstram que dançar na maturidade contribui para manter a agilidade cognitiva, diminui o declínio da memória, protege contra as doenças neurodegenerativas e traz alegria e prazer!
Segundo o Dr. Kleber Duarte, neurocirurgião, “a dança é uma atividade que estimula o corpo e a mente. Durante a prática, áreas do cérebro como hipocampo, córtex pré-frontal, gânglios da base, cerebelo e sistema límbico são ativadas, favorecendo memória, equilíbrio e controle motor. E também estimula a liberação de neurotransmissores como dopamina, serotonina e endorfinas, que ajudam no humor, redução da ansiedade e sensação de bem-estar”. Quer mais?
A indicação é praticar durante 1 hora, de 2 a 3 vezes por semana, sozinha ou acompanhada.
Sozinha, você escolhe a música que quer dançar e ainda faz o autoconhecimento corporal. Em dupla ou em grupo, estimula a socialização, confiança e cooperação e claro, pode ser muito mais divertido!
Estudo Albert Einstein College of Medicine – dançar pode reduzir o risco de demência em 76!
Em estudo, do Albert Einstein College of Medicine (NY), trouxe uma informação que nos ajuda a mudar a forma como olhamos a saúde do cérebro: dançar pode reduzir o risco de demência em 76%. Esse estudo foi realizado com idosos durante décadas. E a conclusão realmente é altamente positiva.
Segundo esse estudo, o impacto da dança é muito superior as atividades cognitivas tradicionais como palavras-cruzadas ou exercícios físicos repetitivos, como a natação.
- A dança requer interação e presença total. É multitarefa, um verdadeiro “cross-fit” para o cérebro, mantendo-o jovem, ativo e resiliente.
Embora muitos idosos se atrapalhem na coordenação motora e em seguir os passos, o desafio da dança está em aprender o novo e não em acertar os passos.
Estudo da Universidade de Leeds (Inglaterra): dançar gera bem-estar!
Pesquisa da Universidade de Leeds (Inglaterra) mostrou que “a prática, além de contribuir para um melhor nível de atividade física, também gera bem-estar”.
“O estudo foi publicado em 2023 na revista científica BMC Geriatrics, avaliou 685 adultos e idosos que frequentaram aulas de dança semanalmente durante um ano e, após esse período, os participantes declararam se sentir mais fortes, confiantes e jovens”.
- “Nós mostramos que a dança ministrada em comunidades socialmente diversificadas é uma forma viável de tornar os idosos fisicamente ativos. Isso é evidente mesmo para os ‘mais velhos’, com mais de 85 anos”, disse a pesquisadora Sarah Astill, líder do estudo, em nota divulgada pela universidade.
Bailarina Ana Botafogo: “quero inspirar”.
Ana Botafogo, aos 68 anos ainda é a Primeira Bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ela vê mudanças na aceitação dos mais velhos nas academias e incentiva a prática: “Quero inspirar”.
Ela é referência no ballet clássico. Iniciou sua carreira profissional na França integrando o Ballet de Marseille, de Roland Petit. Participou de Festivais em Lausanne, Veneza, Havana e na Gala Ibero-americana de La Danza, representando o Brasil em Madri.
Ana Botafogo foi também Bailarina Principal do Teatro Guaíra e da Associação de Ballet do RJ.
Segundo a bailarina, “a dança pode ser uma prazerosa aliada do envelhecimento saudável. A atividade beneficia as articulações, a frequência cardíaca, o cérebro e ainda favorece a socialização, aspecto fundamental da longevidade” “e ainda pode ser praticada mesmo após os 80 anos’.
Lu Fernandez – Ballet aos 60
Lu Fernandez, já na maturidade escolheu fazer aulas de balé clássico e teve o incentivo da renomada bailarina Ana Botafogo, com quem tem uma relação de parentesco. “Ela foi a primeira pessoa a me encorajar. Eu pensei: ‘Bom, se Ana Botafogo disse que eu posso fazer, então eu realmente posso fazer'”.
Daí resolveu compartilhar sua experiência com o balé num perfil no instagram, com sucesso: o “Ballet aos 60”.
A partir dessa experiência, Lu resolveu criar um projeto: o Aulão do Bem, que acolhe pessoas de todas as idades em aulas de balé para iniciantes. Como madrinha do projeto, Lu convidou Ana Botafogo que comentou: “Eu achei que tinha tudo a ver porque, assim como inspiro crianças, também quero agora inspirar as (pessoas) mais velhas, as mais de 60, que é exatamente a minha faixa etária”, afirma a bailarina, hoje com 68 anos.
“Eram cinco pessoas, viraram dez e um dia já tinha um grupo enorme. O último aulão que fizemos foi na sala do Teatro Municipal do Rio. A Lu conseguiu colocar 200 pessoas lá dentro”.
Ana Botafogo vê mudanças. “Acho que o preconceito diminuiu muito. Hoje em dia, toda escola tem turmas de balé adulto, seja iniciante ou um pouquinho mais avançado”.
A Estilo entrevistou para o site, Simone Rossetto, que também decidiu praticar balé na maturidade. Acesse:
Que tal mudar o treino para um novo ritmo incluindo a dança na sua rotina? O seu cérebro agradece!
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Estilo 5.0+
Fontes
https://www.instagram.com/p/DS-A98-DkaX/
https://www.instagram.com/venustalksoficial/p/DTX3ulOgAqq/?img_index=1
https://www.instagram.com/balletaos60/
Vídeos
Dia internacional da dança: turma de balé para adultos mostra que arte é para todos- O melhor da noite na Band- 02:43
anabotafogooficial- serbailarinaé…00:55
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