O Dia da Consciência Negra é celebrado no Brasil anualmente em 20 de novembro.
O Dia da Consciência Negra serve como um contraponto à celebração da abolição da escravidão (13 de maio, Lei Áurea), que, embora fundamental, foi um ato concedido e não necessariamente fruto de uma vitória direta dos escravizados. O 20 de novembro, por outro lado, é um dia de celebração da resistência.
A data de 20 de novembro faz referência ao dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder quilombola, em 1695, pelas mãos de tropas portuguesas.
Zumbi dos Palmares comandou a resistência de milhares de negros contra a escravidão, no Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga, em Alagoas.
Após a sua morte, Zumbi foi decapitado e a sua cabeça foi exposta em praça pública.
Essa data transformou-se em um símbolo da luta dos negros no Brasil
A escolha da data de 20 de novembro para o Dia da Consciência Negra, em vez do 13 de maio, é uma decisão profundamente simbólica e política, que busca celebrar a resistência e a luta do povo negro, e não apenas a “concessão” da liberdade.
2022: a maior parte da população brasileira declara-se parda.
De acordo com o Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população que se autodeclarou parda no Brasil representa 45,3% do total.
Esse dado corresponde a mais de 92,1 milhões de brasileiros e marca a primeira vez desde 1991 que a população parda se tornou a maioria no país, superando a população que se declarou branca.
“Outros 88,2 milhões (43,5%) se declararam brancos, 20,6 milhões (10,2%), pretos, 1,7 milhões (0,8%), indígenas e 850,1 mil (0,4%), amarelas”.
Feriado em todo o território nacional
O dia 20 de novembro é um feriado nacional por lei (Lei nº 14.759/23). No entanto, antes disso, a decisão de torná-lo feriado era feita em nível estadual ou municipal.
A partir de 2023, tornou-se um federal, ou seja, é feriado nacional em todo o território brasileiro.
Este não é apenas “mais um feriado” ou uma data no calendário. É um momento de poderosa reflexão sobre a história, a luta e a imensa contribuição do povo negro para a formação do Brasil – e, por que não, para a formação de quem somos hoje.
O Que Precisamos Saber:
- Reconhecimento da História: O Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão; um sistema brutal que durou mais de 300 anos. Entender essa profundidade histórica é crucial.
- Luta Contínua: A abolição não erradicou o racismo. A data nos convida a reconhecer e combater as desigualdades sociais, econômicas e o racismo estrutural que ainda persistem na sociedade brasileira.
- Valorização da Cultura: É um momento de celebrar a riquíssima cultura afro-brasileira, presente em nossa música (samba, capoeira), culinária (acarajé, feijoada), religião (candomblé, umbanda) e idioma.
Dia da Consciência Negra: momento de reflexão
O Dia da Consciência Negra é uma oportunidade para refletirmos sobre a rica herança cultural, histórica e artística da população negra no Brasil.
É um momento de celebrar a diversidade e promover a igualdade racial em nossa sociedade.
Para nós, mulheres maduras, é especialmente significativo, pois muitas de nós vivenciamos momentos de profunda desigualdade racial ao longo de nossas vidas e testemunhamos mudanças significativas na sociedade.
O Dia da Consciência Negra nos convida a olhar para o nosso passado, compreender o presente e trabalhar juntos em direção a um futuro mais inclusivo e igualitário.
É um lembrete de que a luta contra o racismo é responsabilidade de todos nós, e que nos convém unir para construir uma sociedade mais justa.
O que podemos fazer?
- Educar-se: Buscar informações sobre a história da África, da diáspora africana e da luta antirracista no Brasil. Conhecer as trajetórias de mulheres negras que marcaram a história é fundamental para ampliar nossa compreensão sobre o racismo e suas consequências.
- Dialogar: Conversar com familiares, amigos e colegas sobre o racismo e a importância de reforçar essa prática. Promover debates e reflexões sobre o tema em diferentes espaços.
- Apoiar iniciativas antirracistas: Participar de movimentos sociais, projetos e ações que visam promover a igualdade racial. Apoiar empresas e marcas que valorizam a diversidade e a inclusão.
- Sermos agentes de transformação: Em nossas comunidades, famílias e espaços de trabalho, podemos atuar como agentes de transformação, promovendo a igualdade racial e o respeito às diferenças.
O Dia da Consciência Negra é uma oportunidade para celebrar a diversidade e lembrar que todos nós, independentemente de nossas origens étnicas, contribuímos para a construção de uma nação mais inclusiva e justa.
Devemos continuar a aprender, a apoiar e a promover a igualdade racial, para que o Brasil possa crescer como uma sociedade mais justa e unida.
Assista a alguns vídeos sobre esta data tão significativa para a nossa nação:
Pela 1ª vez, nº de brasileiros que se declaram negros é maior do que os que dizem ser brancos #JN- 03:56
Martinho Da Vila – Vidas Negras Importam (Lyric Video)- 03:11
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Fontes:
https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/consciencia-negra.htm
Vídeos
Dia da consciência negra – Braulio Bessa-passa na tv – 01:46
Reinaldo – O Dia Nacional da Consciência negra e as burrices que se dizem sobre o racismo- Radio BandNews- FM- 04:48
Leandro Karnal “É um dia de todos nós brasileiros” 20 de novembro | Dia da Consciência Negra- 02:26