Dieta sem carne. Você já experimentou?

Dieta sem Carne

Cresce no Brasil e no mundo a quantidade de pessoas que está adotando a dieta sem carne. Seja porque acreditam que seja mais saudável, para evitar o sofrimento de animais, ou ainda pela preservação do meio ambiente. Estudos apontam que a agropecuária é uma grande fonte do efeito estufa e consumidora de água.

No contraponto, há os aficionados por carne que não que não abrem mão de um bom bife todos os dias.

Para entender melhor esse assunto, a fundadora da Estilo 5.0+, Cintia Yamamoto, convidou a nutricionista Laura Contin para esclarecer o tema.

Laura Contin de Sousa é Nutricionista com mais de 15 anos de experiência em atendimento em consultórios, Hospitais e Clínicas e especialização em Gastronomia e Negócios em Alimentação

Vamos aprender com ela?

Adoção da dieta sem carne pelas pessoas com mais de 50 anos

Uma matéria publicada na revista Claudia de dezembro mostra que os brasileiros estão adotando cada vez mais a dieta sem carne.

Em 2018, o Ibope apontava que 14% dos brasileiros acima de 18 anos se declaravam vegetarianos, quase o dobro do percentual de 2012, quando eram 8%.

Nos consultórios de nutricionistas essa taxa vem aumentando a cada dia com uma geração mais consciente dos efeitos além do prato, da proteção ambiental, dos animais e exposta a informações sobre vegetarianismo e veganismo.

Laura tem notado esse mesmo movimento em seu consultório nas pessoas a partir dos 50 anos. Ela explica que as pessoas estão buscando, trocar e muitas vezes reduzir o consumo de proteína animal por alimentos de origem vegetal, o que traz benefícios imensos para a saúde. Tanto para a longevidade, quanto para a questão nutricional de qualidade de vida.

Benefícios da dieta sem carne para nossa saúde

Laura comenta que, para as mulheres 50+, as pesquisas indicam muitos benefícios comprovados com a adoção da dieta sem carne ou redução do consumo. Ela destaca o aumento da qualidade de vida e principalmente a melhora da função intestinal.

Segundo a Laura, há mulheres que chegam no consultório com abdômen distendido e problemas para evacuar e muitas vezes por consequência do consumo frequente de carne, pobre em fibras.

Laura explica que para as pessoas que estão acima do peso o nutricionista precisa ficar atento aos processos inflamatórios.

“Um dos fatores é a Ferritina que, acima dos níveis permitidos pela idade podem provocar problemas circulatórios, do coração e intestinais que pode ser consequência do consumo frequente de carne vermelha. Nem tanto pela quantidade, mas pela frequência. O consumo quase diário de carne no almoço e no jantar. Fora os embutidos como linguiças e churrascos nos finais de semana que tem avançado com a volta dos encontros presenciais”

Outro ponto importante é que no processo de substituição, a redução da carne vermelha e de proteínas animais e o aumento do consumo de vegetais precisa ser feito de forma calculada, com as equivalências corretas. Avaliar o que é relevante para a pessoa naquele momento e definir exatamente o que é importante tirar, ou manter dentro da rotina.

Cuidados no processo de transição para a dieta sem carne

1. Definir o tipo de dieta e ter cuidado no processo de transição

Existem vários tipos de dieta, como por exemplo:

  • Vegetariana: está relacionada a uma alimentação livre de ingredientes de origem animal. Exclui todo tipo de carne, como vaca, porco, frango, peixes e frutos do mar, ovelha e carneiro, por exemplo, mas pode incluir leite e derivados, ovos e mel.
  • Vegana: um estilo de vida que procura excluir todos os produtos derivados ou parcialmente derivados de animais e todas as formas de exploração e crueldade com animais: comida, roupas e outros propósitos.
  • Ovolactovegetariana: um tipo de dieta vegetariana onde é permitido comer ovos, leite e derivados além de alimentos vegetais.

Laura comenta que é possível fazer a transição de uma dieta normal, com proteína animal pela vegetal, mas é importante ter o cuidado e analisar cada pessoa. O tipo de dieta que será adotado e ter atenção especial as equivalências dos indicadores, como por exemplo, da proteína, do ferro e do zinco, nos alimentos de origem vegetal.

Há muitas fontes vegetais especificamente de proteínas que as pessoas não estão acostumadas a usar no dia a dia. Por exemplo, os grãos, os fermentados como tofu, tipos diferentes de feijões do Brasil como o feijão vermelho e o grão de bico que podem ser incluídos na nossa dieta de forma equivalente e são muito saborosos.

2. A importância do acompanhamento nutricional

O Nutricionista vai avaliar indicadores importantes para o nosso organismo como por exemplo o da Vitamina B12, do Ferro, do Zinco e outros.

Laura exemplifica que não existe no reino vegetal alimentos que contenham vitamina B12 e, dependendo do estoque da pessoa poderá ser ou não necessária a suplementação. Há também a questão do acompanhamento dos estoques de zinco e do ferro no organismo da pessoa para que seja feita a substituição correta.

Conforme orientação da Laura, quando a pessoa consome alimentos de origem vegetal, por exemplo os grãos, acontece um campo de batalha no sistema digestório até que seja atingida a quantidade necessária no sangue.  Essa mistura de alimentos é muito importante, especialmente para crianças. É que é chamada de “fatores antinutricionais”. São as substâncias que podem brigar entre elas no organismo da pessoa, daí a importância do cardápio equilibrado e do acompanhamento de um profissional adequado para que o processo de transição das dietas seja feito de forma segura.

Envelhecimento acelerado pela falta de proteína animal – É fato?

Segundo a Laura, a pessoa não irá envelhecer mais rápido sem carne.  Pelo contrário, se ela se alimentar de vegetais e hortifrútis a pele tende a ficar melhor. Não é só proteína que faz a pele ficar bonita; há a vitamina C e a hidratação das frutas e verduras que ajudam muito na prevenção do envelhecimento.

As carnes em geral são fontes de proteína e o envelhecimento está muito ligado a estrutura da nossa pele que é colágeno puro, praticamente. É importante o equilíbrio dos nutrientes, o consumo de fontes adequadas e manter os grãos e a soja.

Qualquer pessoa pode eliminar a proteína da dieta?

Laura diz que sim; mas é importante fazer a avaliação da dieta por faixa etária, individualizada e estilo de vida.

Por exemplo, adolescentes e atletas demandam mais ferro.  A mulher 50+ que deseja melhorar a aparência física por uma questão estética precisa de uma outra dieta.  Tudo depende da avaliação correta e da necessidade de cada um.

Dica da Laura para quem quer fazer essa transição.

Começar pelo movimento “Segunda sem carne” e procurar um nutricionista para avaliação adequada e um planejamento alimentar correto.

Se você tem interesse em fazer contato com a nutricionista Laura Contin, você pode encontrá-la no site  ou no Instagram.

Assista o bate papo integral da Fundadora da Estilo 5.0+, Cintia Ruggiero, com a Nutricionista Laura Contin, acesse:

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