Dermatite atópica costuma ser uma situação que afeta com mais frequência crianças — cerca de 20% delas podem ter. Mas não impede que isso ocorra com os adultos, especialmente na maturidade.
Com o passar dos anos, a pele naturalmente perde hidratação e elasticidade, o que pode tornar condições como a dermatite atópica um desafio novo ou recorrente.
Vamos entender mais sobre esse problema e identificar tratamento e cuidados.
O que é a Dermatite Atópica?
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), “dermatite atópica” é um dos tipos mais comuns de eczema, principalmente na infância, embora alguns casos possam ter início na adolescência e adultos. É uma doença genética, crônica e onde a coceira e a pele seca são as principais características. Acomete principalmente as grandes dobras do corpo como porção anterior dos cotovelos, região atrás dos joelhos e pescoço. Nas crianças menores a face é uma região frequentemente acometida”.
Segundo a SBD, alguns fatores podem agravar a dermatite atópica e incluem:
1) sudorese excessiva (ambiente quente, variações repentinas de temperatura e roupas quentes),
2) baixa umidade no ambiente (aumenta o ressecamento da pele),
3) roupas de lã, tecidos sintéticos e ásperos em contato direto com a pele (aumentam a coceira),
4) banhos demorados com água quente (ressecam a pele),
5) uso de sabonetes em excesso, associado ou não ao uso de buchas e
6) situações de estresse (aumentam a coceira).
Não se trata de uma doença contagiosa.
Dermatologista para a Revista Vogue sobre Dermatite Atópica
A dermatologista Ingrid Campos em entrevista para a Revista Vogue declarou: “a dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por ressecamento, coceira intensa e lesões vermelhas”.
“Sua origem está relacionada a uma mutação no gene da filagrina, proteína responsável por manter a barreira cutânea intacta. Quando ela está comprometida, a pele perde a capacidade de reter água e se torna extremamente vulnerável a fatores ambientais” explica a médica.
Segundo a Dra. Ingrid, embora a doença se manifeste com mais frequência em crianças — cerca de 20% delas podem desenvolver a condição —, adultos também podem ser afetados, especialmente aqueles com histórico familiar de atopia, como rinite ou asma. Estima-se que aproximadamente 10% da população adulta possa apresentar sintomas, que variam em intensidade e localização”.
Mulher madura também pode desenvolver dermatite atópica
Na mulher madura, pode surgir ou se intensificar devido a dois fatores principais:
- Barreira Cutânea Fragilizada: Com a queda estrogênica (especialmente na menopausa), a pele produz menos óleos naturais, tornando-se mais seca e suscetível a irritantes.
- Hiper-reatividade: O sistema imunológico reage exageradamente a fatores externos como poeira, pólen, produtos químicos ou até mesmo o estresse.
Atenção aos sintomas:
- Coceira implacável: Muitas vezes piora à noite, interferindo no sono.
- Placas vermelhas ou acinzentadas: Comuns nas dobras dos braços, atrás dos joelhos, pescoço e ao redor dos olhos.
- Pele extremamente seca: Aquela sensação de repuxamento que não passa apenas com um hidratante comum.
- Fissuras: Pequenas rachaduras que podem ser dolorosas.
Como cuidar- prevenção e cuidados
O foco para mulheres maduras deve ser na restauração da barreira de proteção da pele.
Atenção à rotina de cuidados diários:
O Ritual do Banho
O banho pode ser o melhor amigo ou o maior inimigo da sua pele.
- Temperatura: Use sempre água morna ou fria. A água quente remove a camada de gordura protetora da pele.
- Sabonetes: Substitua os sabonetes em barra comuns por sabonetes sem sabão, chamados de “syndet” (em inglês: synthetic detergent).
- Duração dos banhos: banhos curtos, de no máximo 5 a 10 minutos.
Hidratação Profunda (A Regra dos 3 Minutos)
Para que o tratamento funcione, a hidratação deve ser estratégica. Aplique o creme hidratante em até 3 minutos após sair do banho, com a pele ainda levemente úmida. Isso “sela” a água na pele.
Dica: Procure cremes que contenham ceramidas, livres de fragrância e corantes. A vitamina D também deve estar em níveis adequados.
Vestuário
- Tecidos: Dê preferência ao algodão e à seda. Evite lã e tecidos sintéticos diretamente na pele, pois eles causam atrito e calor.
- Lavagem de roupa: Use sabão neutro e evite amaciantes com perfumes intensos.
Intervenção Médica
Se a pele estiver inflamada (com feridas ou crostas), apenas o hidratante não será suficiente. O dermatologista poderá prescrever:
- Corticoides tópicos: Para “apagar o incêndio” da inflamação.
- Inibidores de calcineurina: Cremes não esteroides para áreas sensíveis como o rosto.
- Anti-histamínicos: Para ajudar a controlar a coceira e garantir uma noite de sono melhor.
A Dra. Ingrid Campos complementa: “a hidratação diária é a base do tratamento. Em crises, usamos corticoides tópicos e inibidores de calcineurina, como o tacrolimo. Em casos moderados a graves, os imunobiológicos têm mostrado excelentes resultados”, conta a médica.
A dermatite atópica não define a beleza da sua pele, mas exige que você olhe para si mesma com mais delicadeza. Ao ajustar pequenos hábitos diários, é possível viver com conforto e manter a pele saudável em qualquer fase da vida.
Para quem busca fontes confiáveis, a dermatologista recomenda o site da National Eczema Association e também as diretrizes da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
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Estilo 5.0+
Fontes:
https://www.sbd.org.br/doencas/dermatite-atopica/
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