Champagne, um monge e três mulheres? O que têm em comum? Vamos saber.

Champagne

Segundo a história, um monge beneditino e três mulheres ricas, poderosas, sofisticadas e influentes têm em comum a criação do Champagne. Vamos saber mais sobre essa história:

1. Dom Pérignon – O Monge – “Bebendo Estrelas

Segundo os historiadores, o vinho produzido na região de Champagne, a 150 quilômetros de Paris, muitas vezes apresentava uma efervescência natural fazendo com que as garrafas estourassem provocando muitas perdas e prejuízo para os produtores.

A gaseificação natural acontecia quando a colheita da uva ocorria antes do tempo e era engarrafada antes de sua fermentação total.

Um monge religioso, chamado Dom Pérignon, (1638-1715) responsável pelas adegas da Abadia de Hautvillers, na diocese de Reims, na França, trocou as garrafas por outras mais resistentes e colocou rolhas amarradas com arame, conseguindo evitar que as garrafas estourassem e fizessem a segunda fermentação dentro da própria garrafa.

Conta a história que o monge se surpreendeu ao experimentar a bebida e comentou “estou bebendo estrelas”.

2. Barbe-Nicole Clicquot, ou Veuve Clicquot

Veuve Clicquot, aos 27 anos, assumiu o negócio depois da morte do marido e foi a responsável por criar processos que refinavam o Champagne e eliminavam os resíduos que turvavam o líquido.

Estes processos permitiram às vinícolas aumentarem sua produção e fazerem um champanhe límpido e dourado, que caiu no gosto da nova burguesia que ascendeu após a Revolução Francesa.

Barbe-Nicole Clicquot tornou-se uma das primeiras mulheres da história a comandar uma empresa de alcance internacional.

Muito inteligente, conseguia driblar as leis restritivas e exportar Champagne para outros países da Europa e para a Rússia, cujos soldados beberam muito da bebida na ocupação da região de Champagne, em 1814, após a guerra e a derrota francesa.

Na ocasião, Clicquot disse: “hoje eles bebem, amanhã eles pagarão”….

3. Madame Pompadour

Jeanne Antoinette Poisson, a Madame de Pompadour (1721-1764), entrou para a história como a poderosa e influente amante do rei Luís XV. Era uma influenciadora admirada que gerava moda por onde passava.

No século 18, ela incentivou e popularizou o hábito de tomar Champanhe na corte francesa. A história conta que o formato das taças típicas foi inspirado nos seios de Madame Pompadour.

Ela costumava dizer: “Champanhe é o único vinho que permite à mulher conservar-se bela após tê-lo bebido”.

Pompadour ampliou o consumo da bebida na corte francesa, nas festas e celebrações, graças a relação com um comerciante chamado Claude Moet e fez com que o vinho borbulhante fluísse sempre em Versalhes.

A Möet et Cie surgiu em 1743 e virou Möet et Chandon em 1833. Em mais de 200 anos, tornou-se uma marca poderosa de luxo.

4. Louise Pommery

A viúva Clicquot despertou o interesse em outra mulher Louise Pommery (1819-1890), também viúva, em assumir os negócios e a vinícola da família.

Ao investir na preferência dos britânicos por espumantes mais secos, Louise Pommery lançou outro padrão de Champagne, o Brut, bastante apreciado até os dias atuais.

Quando faleceu, a cidade Chigny, mudou de nome para Chigny-les-Roses, em homenagem às rosas, grande paixão de Louise, que também eram plantadas nos vinhedos como sinalizadores da saúde das vinhas.

Champagne sobreviveu a guerras e pragas. Mérito desses quatro personagens.

Champagne, Prosecco ou Cava?

Todos são vinhos espumantes, mas têm origens diferentes.

Champagne – Só podem ser chamados assim, os Vinhos Espumantes feitos na região de Champagne, na França. São feitos a partir das uvas Pinot Noir, Pinot Meunier ou Chardonnay, ou frequentemente de uma combinação das três.

Prosecco – é o espumante italiano mais conhecido e compete diretamente com o Champagne em popularidade. Prosecco é feito na região de Veneto na Itália. Sua produção difere do Champagne por ter sua segunda fermentação (que cria as bolhas) feita em tanques de aço, ao invés de dentro das próprias garrafas. Isto faz com que o sabor do Prosecco seja mais suave e menos fermentado.

Cava  Cava é o espumante da Espanha, feito com variedades de uvas Macabeu, Parellada e Xarello, e em alguns casos com Chardonnay e Pinot. Apesar das uvas serem diferentes, o método utilizado para a produção da Cava é bem parecido com o do Champagne. O que difere a Cava do Champagne, além das uvas e região, é a mecanização do processo da segunda fermentação.  Cataluña, na Espanha, concentra 85% da sua produção.

Os Vinhos Espumantes no Brasil

No Brasil, os espumantes começaram a ser produzidos em Garibaldi, no Rio Grande do Sul, em 1913, pelo italiano Manoel Peterlongo, dando origem a Vinícola Peterlongo.

Com a chegada das grandes empresas multinacionais como a Martini&Rossi, Cinzano, Moet&Chandon e Almaden, que trouxeram suas técnicas e seus enólogos, o espumante brasileiro evoluiu muito e hoje temos importantes empresas nacionais como a Aurora, Garibaldi, Salton, e Casa Valduga.

O Brasil se consolidou como um dos melhores produtores de espumantes, tanto no Brasil como no exterior.

Para saber mais sobre a história dos Champagnes, acesse os vídeos que pesquisamos para você:

A história do champanhe | SUPER Responde | Superinteressante – 08:52

Entenda a Diferença entre Champanhe, Espumante, Prosecco e Cava | Canal do Veronese – 06:19

 

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