Felicidade: você pode ser feliz com qualquer idade! Saiba mais!

Felicidade - você pode ser feliz com qualquer idade

Seja lá de onde viemos, o que façamos, as conquistas que tivemos, se somos jovens ou idosos, o sentimento de felicidade é uma eterna busca.

E a vida diária só parece boa quando temos momentos de felicidade, mesmo que sejam apenas alguns momentos. E isso é super importante para uma boa saúde mental!

Vários estudos já foram conduzidos com o intuito de saber o que é a felicidade para cada povo, quem é mais feliz e recentemente, em qual idade nos sentimos mais felizes e confiantes.

Em um dos estudos, realizado com 10 milhões de americanos e 40 mil famílias britânicas, revela que “hoje os jovens com 20 anos sofrem mais do que as pessoas de meia-idade, especialmente as mulheres”. Provavelmente isso seja causado pelo uso constante de redes sociais e smartphones, onde há comparação constante e isolamento. Bullying, perdas, separações, mercado de trabalho recessivo e com baixos salários.

Em outro estudo, também recente, conduzido por pesquisadores alemães e suíços, com mais de 460 mil participantes de diferentes países e culturas e que tiveram os resultados publicados no periódico Psychological Bulletin em 2023, considerou “a evolução de três componentes essenciais do bem-estar subjetivo: “satisfação com a vida, estados emocionais positivos e estados emocionais negativos”. Declarou Susanne Bücker, primeira autora do estudo.

No resultado, os pesquisadores descobriram que “as pessoas são mais felizes aos 70 anos”. Destaques do estudo:

  • “A satisfação com a vida diminui entre os 9 e os 16 anos, aumenta até atingir o pico aos 70 anos e depois diminui novamente até os 96 anos (a idade mais avançada registrada no estudo).
  • “No geral, o estudo indica uma tendência positiva em um amplo período da vida, se considerarmos a satisfação com a vida e os estados emocionais negativos”, lembra a professora Bücker.
  • “Aos 70 anos, os idosos estão menos preocupados com suas carreiras e questões materiais, e têm mais tempo para si mesmos e para seus entes queridos.
  • Mais sábios, os septuagenários percebem que todas as coisas mais difíceis e estressantes da vida ficaram para trás e que o que vem a seguir só pode ser mais doce.
  • A experiência e a sensação de realização, portanto, ajudam a se desligar do estresse e a se sentir totalmente feliz”.

Há controvérsias:

Mas nem todos os cientistas concordam sobre a idade em que as pessoas se sentem mais alegres. De acordo com a “London School of Economics, 23 anos é a idade em que as pessoas são mais felizes, sendo os jovens geralmente os mais otimistas e confiantes em relação ao futuro”.

Já para os pesquisadores de Harvard, é “aos 35 anos que os indivíduos começam a estabilizar suas vidas, atingir patamares profissionais e ter laços sociais mais fortes, o que contribui para sua sensação de realização total. 23 anos, 35 anos, 70 anos…

A resposta não é única e todos os cientistas concordam que a felicidade deve ser cultivada em cada gesto cotidiano, cultivando momentos felizes que tornam a nossa vida mais gratificante.

O importante é fazer da sua felicidade uma prioridade e fazer isso durante toda a sua vida!

Miriam Goldenberg: Envelhecer e não ter a vergonha de ser feliz.

Segundo pesquisas realizadas por Mirian Goldenberg, Antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora de “A Invenção de uma Bela Velhice”, identificou em estudo realizado por economistas em 80 países, com mais de 2 milhões de pessoas, que a felicidade aumenta após os 50 anos. E por que a felicidade cresce com a idade, apesar dos inevitáveis sofrimentos decorrentes da passagem do tempo?

A resposta também está na pesquisa “Attitudes to Ageing 2025” (Atitudes em relação ao envelhecimento 2025), realizada pela Ipsos em 32 países, com destaque para o Brasil.

  • Os brasileiros acreditam que viverão, em média, até os 80 anos —um número superior à expectativa de vida estimada pelo IBGE em 2023, de 76,4 anos.
  • Segundo os pesquisados, a velhice tem início aos 65 anos, o que indica que os brasileiros esperam viver mais 15 anos. Esse otimismo pode refletir a sensação de recuperação após os impactos da pandemia de Covid-19, que havia reduzido temporariamente a expectativa de vida no país.
  • A esperança de ter uma vida mais longa, saudável e feliz pode funcionar como um poderoso estímulo para melhorar a qualidade de vida, transformando-se em uma profecia autorrealizável”.

Em outro estudo realizado pela Universidade Harvard, o “Harvard Study of Adult Development”, traz uma conclusão importante:

  • As pessoas mais conectadas socialmente são mais felizes, vivem mais e têm melhor saúde física e mental. A qualidade dos relacionamentos é o melhor preditor de saúde, longevidade e felicidade.
  • Relações estáveis e de apoio ajudam a manter a função cognitiva e a ter menor risco de doenças degenerativas na velhice.
  • Não é a quantidade de amigos e amigas que importa, mas a profundidade, confiança e o apoio emocional que fazem diferença para uma vida mais longa, saudável e feliz.
  • A solidão e o isolamento social aparecem como fatores de risco tão graves quanto fumar e ter hipertensão”.

De acordo com os estudos, “as amizades, as relações de confiança e de apoio, desempenham um papel muito mais decisivo na superação das adversidades decorrentes da velhice. Embora muitos acreditem que sucesso financeiro e status social tragam felicidade, pesquisas provam que, depois de supridas as necessidades básicas, esses fatores têm impacto limitado.

As conexões humanas são muito mais importantes para uma velhice com mais saúde física e mental.

A felicidade parece não ter tem idade fixa. É atemporal e universal e pode ser experimentada em qualquer etapa da vida. Mas, segundo os estudos, o envelhecimento e a maturidade, podem nos trazer mais felicidade.

Daí, vamos lembrar a verdade contida na letra da música do Gonzaguinha e a Mirian adaptou para os “maduros”: “Envelhecer é não ter a vergonha de ser feliz”.

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Estilo 5.0+

 

Fontes:

https://vogue.globo.com/wellness/noticia/2025/03/felicidade-um-estudo-finalmente-revelou-a-idade-em-que-nos-sentimos-mais-felizes-e-confiantes-e-e-surpreendente.ghtml

https://avozdoidoso.com.br/opiniao/envelhecer-e-nao-ter-a-vergonha-de-ser-feliz/

 

Vídeos:

A coragem de ser uma velha sem vergonha- Mirian Goldenberg- 01:26

venustalkoficial- Mirian Goldenberg – 01:24

A curva da felicidade mudou – venustalkoficial

Cintia Yamamoto Ruggiero

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