Você sabe o que são produtos cosméticos Cruelty-Free?

Cruelty-free

Cruelty-free ou livre de crueldade animal, são produtos que não realizam testes em animais no seu processo de produção.

Você já pensou que um produto cosmético pode ter sacrificado milhares de animais para chegar até as nossas mãos?

O uso de animais para experimentos vem sendo cada vez mais combatido e condenado, mas existem alternativas de testes como “in vitro” e uso da tecnologia com softwares sofisticados que podem evitar e, até mesmo eliminar a crueldade animal.

Para conhecer um pouco mais sobre esse tema, a fundadora da Estilo 5.0+ Cintia Yamamoto, teve um bate papo sobre Testes em Animais com Simone Fanan, Química com Mestrado em Bioquímica pela UNICAMP e Doutora em Biotecnologia e Biociência na Universidade Federal de Santa Catarina. Atua há mais de 30 anos em Pesquisa e Desenvolvimento de testes in vitro de eficácia e segurança de cosméticos e fármacos.

Uma das muitas experiências que a Simone tem em seu Curriculum é o de ter sido a Diretora Executiva e Fundadora da Sociedade Brasileira de Métodos Alternativos aos experimentos em animais (SBMAlt).

A seguir trouxemos algumas informações deste bate papo para você. Vamos entender com a Simone o porque dos testes em animais e como podemos, como consumidoras, ajudar a combater a crueldade animal na escolha de nossos cosméticos.

Testes de cosméticos para garantir a nossa saúde.

Quando um cosmético é desenvolvido e antes de ser comercializado, a indústria deve se certificar de que o produto será seguro para uso humano, que não causará nenhum mal, ou ser cancerígeno. Para isso, são feitos alguns testes de segurança.

Além disso é necessária comprovação de que o que está prometido no rótulo realmente acontece. Para isso é realizado o teste de eficácia.

Cada produto cosmético tem no verso uma lista de ingredientes com nomes científicos e cada um desses ingredientes deve ser previamente testado através de ensaios clínicos para cada um dos ingredientes.

Evolução dos testes em animais para testes in vivo.

1920 – Os testes de segurança para ingredientes cosméticos começaram a ser feitos após um incidente com uma consumidora de maquiagem nos Estados Unidos.

Essa consumidora utilizou uma máscara para cílios e teve um dano severo: perdeu a visão. Além disso, o ingrediente entrou na circulação sanguínea causando a morte desta consumidora. Isso despertou a necessidade de testes de segurança de irritação ocular, o que passou a ser feito em olhos de coelhos. Eram utilizados 10 coelhos para cada produto; uma gota em cada olho do coelho.

No caso de testes de irritação cutânea, o ingrediente era aplicado na pele dos coelhos. Se causasse alguma alteração na derme do coelho, o ingrediente não seria aprovado.

Depois dos testes, os coelhos eram sacrificados sem nenhum critério.

Para testes de permeabilidade eram utilizados ratos. Removia-se a pele do rato que era colocada em câmeras para verificar a permeação cutânea das fórmulas.

1959 – O zoologista William Russel e o microbiologista Rex Burch apresentaram para a comunidade científica o livro “O Princípio dos 3 R´s” para o uso de animais em pesquisa de forma mais humana que consiste de

  • Replacement: substituir o uso de animais com métodos alternativos em pesquisa;
  • Reduction: reduzir o número de animais
  • Refinement: diminuir a dor dos animais durante o experimento e melhorar as condições em cativeiro.

Hoje – infelizmente os testes em animais continuam, mas com a evolução da ciência e da tecnologia, existem métodos de teste sem uso de animais como os Testes in vitro, uso de modelos genômicos e computadorizados como softwares utilizados para avaliar se uma molécula pode causar algum dano ao ser humano, modelos de pele humana impressos em 3D e os descartes de cirurgias plásticas e até voluntários humanos.

Além disto anos de pesquisa também geraram muito conhecimento já disponível. Na Europa foi criado um banco de dados com 30.000 ingredientes já testados. Os dados estão armazenados e podem ser utilizados sem a necessidade de se fazer novos testes em animais.

A toxicologia do século XXI vai atuar com base no que já foi aprendido.

Há muitos métodos de ensaio em laboratório que podem ser usados ​​no lugar de testes em animais. Em vez de medir quanto tempo leva um produto químico para queimar a córnea do olho de um coelho, os fabricantes podem agora testar esse produto químico em estruturas de tecido 3D semelhantes à córnea produzidos a partir de células humanas.

Troca-se, assim, a desumana técnica “in vivo” por outras que não afligem nenhum animal.

É possível acabar totalmente com os testes em animais, mantendo a segurança?

É possível num futuro próximo.

De acordo com HSI (Humane Society International) são usados em média 115 milhões de animais por ano em experimentos científicos.

A maior parte do uso de animais vem de dentro das universidades para diferentes estudos, como origem do câncer, etc.

A 2ª. maior consumidora de testes em animais é a indústria farmacêutica. Para testar a efetividade de vacinas e novos medicamentos.

A indústria cosmética consume em torno de 1% dos animais.

Países engajados no Cruelty free para produtos cosméticos

De acordo com a Brazil Beauty News de setembro de 2021, 41 países, 10 estados no Brasil e 7 nos Estados Unidos atualmente proíbem o uso de animais para testes em cosméticos oficialmente.

Nos Estados Unidos e Canadá há um grande movimento para eliminar todos os testes em animais até 2035. Cosméticos, fármacos, alimentos, dentre outros.

A própria China declarou que os testes em animais para produtos cosméticos já estão sendo restringidos.

Na Europa, onde o Cruelty free iniciou com a iniciativa dos próprios consumidores, atualmente não só é proibido os testes em animais pelas empresas cosméticas, como também é proibido entrar produto de outro país que tenha sido testado em animais.

Como ajudar a adoção do Cruelty free?

Produtos Veganos tem como princípio escolher ingredientes que não sejam testados em animais.

Dar preferência para produtos com o selo “cruelty free” no rótulo. Na Europa isso não é mais utilizado porque todos os produtos cosméticos comercializados não foram testados em animais, mas no Brasil o selo apresenta uma segurança adicional.

Importante: produto orgânico e produto natural não significa, necessariamente, que não tenham sido testados em animais. O termo orgânico quer dizer que é mais controlado desde o fornecimento da matéria prima. Produto natural quer dizer que possui origem natural e pode ter origem vegetal, mineral ou animal!

Quem começou o movimento que deu origem ao Cruelty Free foi o consumidor europeu, principalmente na Itália, França e Alemanha.

As Mulheres 50+ são importantes consumidoras de produtos cosméticos e podemos fazer as escolhas que privilegiem o Cruelty Free, além disto podemos informar as pessoas ao nosso redor sobre o tema.

A humanidade clama por mais consciência! Para nós, para a natureza e para todos os seres vivos.

Convidamos você a assistir o bate papo integral da nossa Fundadora com a Dra. Simone Fanan acessando o canal do YouTube da Estilo 5.0+

Venha participar da jornada da revolução da Longevidade com a gente!

Inscreva-se no nosso Canal Youtube, dê um like e ative o sininho para receber as notificações de novos vídeos!

Interaja e comente! Faça suas sugestões de outros conteúdos, produtos e serviços que você gostaria de ver nos canais da Estilo 5.0+/

Acesse o nosso site https://estilo5ponto0mais.com.br/ e siga nossas páginas no Instagram @estilo5ponto0mais e Facebook.

Um abraço!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.