Como identificar e lidar com a intolerância a lactose

Como identificar e lidar com a intolerância a lactose

A intolerância à lactose acontece especificamente quando o corpo não produz ou tem deficiência da lactase, enzima que quebra o açúcar presente naturalmente no leite e seus derivados, antes de ser absorvidos pelo nosso intestino.

No Brasil, 51% das pessoas têm predisposição para desenvolver intolerância à lactose de acordo com matéria do O Globo sobre o levantamento “O perfil do DNA do brasileiro na saúde e bem-estar.

Outro estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) aponta que a raça e a cor influenciam também. O estudo aponta que 57% dos brancos e pardos, 80% dos negros e 100% dos descendentes de japoneses no Brasil apresentem algum grau de intolerância a lactose.

Segundo o Dr. Drauzio Varella, a intolerância à lactose é uma disfunção que pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente conforme a idade avança, porque à medida que envelhecemos nosso sistema digestivo tende a apresentar deficiência na produção de algumas enzimas, entre elas a lactase, responsável por quebrar o açúcar do leite.

Como saber se a pessoa tem intolerância à lactose?

Os sintomas mais comuns da intolerância a lactose são gases, cólicas, náuseas, diarreia e desconforto abdominal. Estes sintomas variam de pessoa para pessoa e surgem após a ingestão do alimento com lactose.

Você pode suspender o consumo de alimentos com lactose e verificar se os sintomas desaparecem ou diminuem, mas é importante procurar um médico para o diagnóstico correto.

Existem também exames laboratoriais para diagnosticar o problema e atualmente são mais precisos e acessíveis. Pesquisamos alguns deles:

Com uma amostra de sangue de 5ml e um teste que é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), já é possível saber se o indivíduo tem a disfunção.

Outro exame bastante útil para detecção do problema é o teste respiratório de hidrogênio (H2).

Nesse caso, não é nem necessário a coleta de sangue, pois o exame se baseia na quantidade de hidrogênio (H2) – gás produzido quando se é intolerante à lactose – na respiração.

No início do teste, o paciente sopra lentamente em um pequeno aparelho que mede a quantidade de hidrogênio na respiração.

Em seguida, deve-se ingerir uma pequena quantidade de lactose diluída em água e soprar no aparelho a cada 30 minutos, durante um período de 3 horas.

O diagnóstico de intolerância é feito quando a quantidade de hidrogênio medida é 20 ppm (partes por milhão) maior que a da primeira medição.

Tratamentos disponíveis para intolerância à lactose

Segundo o Prof. Dr. Paulo Carvalho, gastroenterologista do Hospital Israelita Albert Einstein, atualmente, é possível fazer uso de enzimas que o paciente pode tomar ou adicionar ao alimento na hora de consumir.

“Dessa maneira, ele terá as enzimas que vão quebrar a lactase e permitir sua digestão. Inclusive, não é que os produtos sem lactose disponíveis no mercado não possuam leite, na verdade, só há a adição dessa enzima”, complementa o especialista.

Segundo o blog do Einstein, Vida Saudável, uma vez diagnosticada a intolerância, pode-se evitar os sintomas excluindo leite e derivados, além de produtos ou alimentos preparados com leite. Outra forma de evitar os sintomas é experimentar os suplementos da enzima lactase, disponíveis no mercado em comprimidos ou tabletes mastigáveis. O medicamento deve ser ingerido com os laticínios.

Além disso, é possível adicionar gotas de enzima lactase no leite comum para pré-digerir a lactose antes de beber. Vale lembrar que as gotas devem ser colocadas 24 horas antes do consumo, tempo necessário para digerir a lactose.

Porém, fique atento, o não consumo de leite e derivados pode gerar falta de cálcio, e quem optar por eliminar os laticínios precisará de uma dieta especial para suprir a necessidade do mineral.

Caso opte pelo corte de laticínios, é necessário consumir principalmente vegetais de cor verde-escura como brócolis, couve, agrião, mostarda, além de repolho, nabo e peixes de ossos moles como o salmão e sardinha, mariscos e camarão.

Fontes de cálcio: folhas verdes, couve, alface, abobrinha, repolho, brócolis, aipo, mostarda, erva-doce, feijão, ervilhas, salmão, tofu, laranja, amêndoa, sementes de gergelim, melaço e cereais enriquecidos com cálcio.

Atenção na hora de ir ao supermercado e a restaurantes

Quem tem algum nível de intolerância precisa ter atenção redobrada em relação aos rótulos dos alimentos quando for adquiri-los.

Sabemos que queijos e iogurtes passam a ser objeto de atenção para quem é intolerante, mas há alguns produtos em que a presença de leite ou derivados não é tão evidente.

A presença do ingrediente pode variar entre uma marca e outra, mas é preciso atenção com produtos muito diversos, como frutas em conserva, chocolates, adoçantes, cereais, maionese, margarina, bolachas recheadas e achocolatados.

Comer fora de casa tendo intolerância à lactose pode ser uma prática complicada.

Há poucas opções de alimentos saborosos sem resquícios de lactose. Alguns locais não fornecem informações sobre os tipos de ingredientes utilizados o que dificulta processo de sair para comer fora de casa ou até pedir comida.

Mas, com alguns cuidados, é possível, sair com os amigos e familiares para degustar bons pratos sem o receio de sentir os sintomas da restrição.

  • Conheça sua intolerância
  • Faça uma pesquisa de restaurantes que oferecem opções sem lactose
  • Não tenha vergonha de perguntar!
  • Evite os horários de pico
  • Tenha uma zona de conforto: As opções mais seguras para aproveitar são as massas simples. Ou o trivial brasileiro: carne, arroz, feijão e salada.
  • Como opção para um alimento gelado, opte pelo açaí. Substitui os sorvetes e é nutritivo.
  • Comida japonesa
  • Aposte nos grelhados
  • Pão francês: alternativa segura para os intolerantes à lactose

Importante: procure sempre um profissional de saúde de confiança antes de iniciar qualquer tratamento. Oriente-se com um médico, explique seus sintomas e siga o tratamento.

É sempre recomendável procurar um especialista, pois por trás dessa resistência do sistema digestivo podem estar outras como colite, Doença de Crohn e outras, que são confundidas com intolerância à lactose.

Assista a alguns vídeos para saber mais sobre a Intolerância à Lactose:

O que fazer se você for intolerante à lactose|Drauzio Varella – 4:05

Como é o teste de tolerância à lactose? Endocrinologista para todos – 06:11

Sintomas de quem tem Intolerância à Lactose com Dra. Bianca Naves – Papo de Doutor – Apsen Farmacêutica – 22:20

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Fontes:

https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2023/04/intolerancia-a-lactose-metade-dos-brasileiros-tem-predisposicao-genetica-para-a-condicao.ghtml

https://sindusfarma.org.br/noticias/empresas-foco/exibir/21170-intolerancia-a-lactose-afeta-mais-de-metade-dos-brasileiros#:~:text=No%20Brasil%2C%2051%25%20da%20popula%C3%A7%C3%A3o,pelo%20laborat%C3%B3rio%20de%20gen%C3%A9tica%20Genera.

https://drauziovarella.uol.com.br/alimentacao/quem-e-intolerante-a-lactose-precisa-cortar-o-leite/

https://viverbem.unimedbh.com.br/prevencao-e-controle/sintomas-de-intolerancia-a-lactose/

https://guiadacozinha.com.br/dicas-de-cozinha/dicas-para-comer-fora-de-casa-intolerancia-a-lactose/

https://vidasaudavel.einstein.br/intolerancia-a-lactose-cuidados-com-a-alimentacao/

https://www.tuasaude.com/intolerancia-a-lactose/

https://www.tuasaude.com/teste-respiratorio-de-intolerancia-a-lactose/

 

Cintia Yamamoto Ruggiero

Sou apaixonada pelo tema Longevidade, curiosa e inquieta! Quero participar ativamente da revolução da longevidade e colocar o aprendizado profissional de mais de 30 anos e a experiência nas áreas de Negócios e Marketing para trazer conteúdos, produtos e serviços para as Mulheres 50+, conectadas, curiosas e interessadas!