A evolução da mulher no mercado de trabalho – realidade e desafios

A evolução da mulher no mercado de trabalho - realidade e desafios

Neste dia 1º. de maio em que se comemora o Dia do Trabalhador, ou o Dia do Trabalho em quase todos os países do mundo, você já pensou como tem sido a evolução da mulher no mercado de trabalho? Quais os desafios atuais e novas oportunidades?

Veja as informações que pesquisamos a respeito desse tema tão relevante, para nós Mulheres Maduras.

Evolução Histórica e conquistas femininas no mercado de trabalho

Desde o início do século XX, as mulheres têm lutado por igualdade de oportunidades no mercado de trabalho.

A conquista do direito ao voto e à participação política foi um marco importante nesse processo.

A trajetória da mulher no mercado de trabalho é gravada por muitas lutas e vitórias. Desde os tempos em que a presença feminina se restringia ao lar, até os dias atuais onde ocupamos posições de destaque em diversas áreas, trilhamos um caminho de transformação, apesar de muitos desafios permanecerem.

Alguns destaques da trajetória feminina ao longo do tempo:

  • Século XIX e Início do XX: Durante a Revolução Industrial, mulheres e crianças ocupavam as fábricas em condições precárias e com salários ínfimos. O trabalho era uma extensão da sobrevivência doméstica, sem direitos ou voz.
  • As Grandes Guerras: Enquanto os homens estavam no front, as mulheres assumiram as indústrias, os escritórios e a gestão das cidades. Ali, provamos que a capacidade técnica não tinha gênero.
  • Anos 60 e 70: A chegada da pílula anticoncepcional e o movimento feminista mudaram o jogo. O trabalho passou a ser uma busca por autonomia financeira e identidade, deixando de ser apenas um “intervalo” antes do casamento.
  • Anos 90 em diante: Vimos a “feminização” de setores como medicina, direito e engenharia. A educação superior tornou-se o nosso grande trampolim.

Inovar e liderar em setores antes dominados por homens

Hoje as mulheres ocupam postos nos tribunais, na política, na direção de empresas, em organizações de pesquisa de ciências e tecnologia de ponta. Pilotam jatos, comandam tropas, perfuram poços de petróleo, jogam futebol e são donas de seus próprios negócios.

A flexibilização do trabalho remoto e a valorização da diversidade têm criado novas oportunidades para as mulheres se destacarem.

As Oportunidades:

  • Liderança com Empatia: Mulheres maduras trouxeram para o mercado a chamada soft skill antes mesmo de o termo existir. A capacidade de mediar conflitos, a inteligência emocional e a visão sistêmica são hoje os ativos mais valiosos das organizações.
  • O Empreendedorismo por Opção (e Necessidade): Muitas mulheres estão reinventando o mercado de trabalho através do empreendedorismo, buscando flexibilidade que o mundo corporativo rígido às vezes ainda nega.
  • A boa notícia: mentoria reversa. Com o envelhecimento da população brasileira, as empresas estão começando a perceber que excluir a força de trabalho madura é um erro estratégico. Movimentos de mentoria reversa (onde jovens ensinam tecnologia e veteranos ensinam estratégia) e programas de diversidade geracional estão deixando de ser exceção para virar tendência.

Os Desafios:

Apesar do progresso, os obstáculos não desapareceram; eles apenas mudaram de forma.

  • A Dupla (ou tripla) Jornada: Muitas de nós ainda equilibram a carreira com o cuidado de pais idosos e a gestão da casa, o que gera uma carga mental exaustiva.
  • O Jornal da USP descreve a pesquisa realizada pela Fundação Seade onde mostra que as mulheres continuam sendo as principais responsáveis pelos cuidados dos filhos, idosos e familiares enfermos.
  • Desigualdade salarial: A desigualdade de remuneração para funções equivalentes ainda é um dado estatístico que precisamos combater com políticas de transparência.
    Pesquisa realizada pela FGV sobre a Participação da Mulher no Mercado de trabalho identificou que, no 4º trimestre de 2022, a remuneração média dos homens foi 28,3% maior do que a das mulheres apesar desta diferença ter caído dez pontos percentuais nos últimos 11 anos. Uma das razões é a pouca representatividade da presença feminina em cargos gerenciais e a própria discriminação salarial que ainda persiste, onde a mulher recebe menos do que o homem mesmo possuindo as mesmas competências e responsabilidades.
  • O Etarismo: Talvez o maior desafio atual. O mercado ainda valoriza uma juventude idealizada, muitas vezes ignorando a profundidade da experiência de uma mulher madura.

Estudo realizado pela Maturi e NOZ Inteligência identificou que 70% das Mulheres Maduras estão em transição de carreira versus 65% dos homens. Segundo Mórris Litvak, CEO e Fundador da Maturi, muitas Mulheres Maduras encontram dificuldades em se recolocar no mercado de trabalho tradicional devido ao etarismo e encontram no empreendedorismo uma oportunidade de dar continuidade a carreira profissional.

Na maturidade, o preconceito contra a mulher no mercado de trabalho é maior do que o sofrido pelos homens. “O envelhecimento é tabu. Para a mulher, isso é ainda mais forte também nas organizações”, comenta a professora Vanessa Cepellos, do Núcleo de Estudos em Organizações e Pessoas da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP)”.

Depois dos 50 anos, o “etarismo acaba sendo um problema a mais para elas”, concorda Simone Cornelsen, diretora-geral do Lab60+, movimento de pessoas e organizações que tem como meta revolucionar o significado da longevidade.

“Há muito preconceito contra a mulher no mercado de trabalho velado. A mulher de cabelos brancos é vista como desleixada e de aparência pouco profissional. Isso não acontece com o homem grisalho”.

A trajetória da mulher madura não é um peso, mas o seu maior diferencial competitivo. O mercado está começando a entender que a inovação não tem data de validade, e que a sabedoria é o tempero que o mundo corporativo necessita.

Vamos celebrar as nossas conquistas até aqui e não desistir nunca das batalhas e desafios que ainda temos que enfrentar!! Vamos em frente, sempre!!

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Um abraço!

Time Estilo 5.0+

Fontes:

https://www.migalhas.com.br/depeso/429599/o-etarismo-e-a-igualdade-de-oportunidades-da-pessoa-idosa-no-trabalho

https://forbes.com.br/forbes-mulher/2024/06/estamos-a-134-anos-da-igualdade-de-genero-segundo-forum-economico-mundial/

https://www.meioemensagem.com.br/womentowatch/64-das-brasileiras-50-tem-dificuldade-para-serem-contratadas

https://www.gov.br/secom/pt-br/acompanhe-a-secom/noticias/2024/09/mulheres-ganham-em-media-79-3-do-salario-de-homens-com-mesmo-cargo-diz-relatorio

https://jornal.usp.br/radio-usp/nove-em-cada-dez-dos-cuidadores-domiciliares-sao-mulheres/#

https://institutodelongevidade.org/longevidade-e-trabalho/carreira/preconceito-contra-a-mulher-no-mercado-de-trabalho

 

Vídeos:

Glenda diz como sentiu o etarismo após 40 anos: “Virei mulher madura? Melhor da Noite – 05:33

Tas e Drica Moraes se divertem falando sobre ENVELHECIMENTO- Provoca-TV Cultura- 04:12

Etarismo: como combater o preconceito de idade- TV Brasil- 02:44

Mulheres ainda enfrentam desafios no mercado de trabalho – Jornal da Bandeirantes – 01:56

 

 

Cintia Yamamoto Ruggiero

Sou apaixonada pelo tema Longevidade, curiosa e inquieta! Quero participar ativamente da revolução da longevidade e colocar o aprendizado profissional de mais de 30 anos e a experiência nas áreas de Negócios e Marketing para trazer conteúdos, produtos e serviços para as Mulheres 50+, conectadas, curiosas e interessadas!