Linda – Nova tecnologia para detecção precoce do Câncer de Mama

Linda - Nova tecnologia para detecção precoce do Câncer de Mama

Você sabia que o Câncer de Mama no Brasil registra ao menos 20 mil novos casos ao ano, chegando até a 8 mil mortes por ano?

Câncer de mama é um problema de saúde e um problema social.

Para conversar com a gente sobre uma proposta inovadora de uma nova tecnologia para detecção precoce do câncer de mama, a fundadora da Estilo 5.0+ , Cintia Yamamoto, convidou Luis Renato Lui para conversar com a gente sobre a Linda.

Vamos conhecer o Lui?

Luis Renato Lui é formado em Publicidade e Propaganda pela PUC de Campinas, com especialização pela University of Califórnia

Tem mais de 25 anos de experiência em Marketing, em grandes empresas de Comunicação, tanto nacionais como multinacionais. Alguns exemplos são a Borghi Lowe, Publicis, África e  Wunderman

Foi sócio da agência Tribal, vendida para o Grupo ABC e Atualmente é sócio da agência Powerhouse e da Linda Lifetech

 O que é a Linda Lifetech?

Lui explica que a Linda Lifetech é uma empresa, uma startup que está muito focada em ajudar o bem-estar das pessoas.

Hoje o principal projeto está muito focado em uma dor das mulheres que é uma dor que não tem raça, que não tem cor, não tem idade e não tem nível social. O Câncer de Mama.

Linda é um produto criado para ajudar as mulheres nessa longa jornada da detecção precoce do Câncer de Mama.

É uma jornada custosa, que toma tempo, onde muitas vezes a mulher precisa viajar para fazer os exames e que a cada ano precisa passar no médico para ver se está tudo bem.

Como surgiu essa ideia?

Câncer de Mama é uma dor muito presente nas nossas vidas. A  avó de Lui morreu de Câncer de Mama, sua mãe teve avó e familiares do seu sócio também tiveram.

Segundo o Lui, a cada 29 segundos um novo caso de câncer de mama é detectado no mundo.

A idéia surgiu com seu sócio Rubens que trabalhava na IBM quando participou e venceu um “Hackathon”(*) com um projeto sobre câncer de mama em 2017.

(*) Hackathon é uma junção de duas palavras em inglês: “hack”, que, nesse caso, quer dizer programar, e “marathon”, que é maratona. Ou seja, é uma maratona de desenvolvimento com temas diferentes. É um encontro onde várias pessoas se reúnem em grupos e tentam juntos resolver um problema.

Quando o Lui encontrou o Rubens, estava numa outra fase da vida. Tinha vendido a agência, estava com tempo e um pouco de dinheiro e estava conversando porque queria entender a cabeça de várias pessoas e saber o que faria com a dele.

O Rubens tinha largado uma carreira sólida na IBM e na Oracle para virar fotógrafo e foi uma das pessoas com quem o Lui foi conversar. Quando Rubens apresentou o projeto, resolveram montar a empresa.

E foi assim que nasceu o Linda, numa conversa de padaria em Alphaville em 2019.

Processo de detecção do Câncer de Mama – uma jornada complexa

Lui comenta que “a gente tem um hábito de achar que o câncer de mama só aparece em outubro. Todo mundo usa rosa, mas o câncer não tem data. Aparece em qualquer época do ano. Faça frio ou faça calor. É o câncer que mais mata mulheres no Brasil e no mundo.

É um câncer que ele não escolhe raça, cor, credo, classe social. Entre os 20 países com maiores níveis de câncer de mama, 8 estão no G7, G8. São países que têm dinheiro e onde, teoricamente, as mulheres deveriam ter mais condição de descobrir a doença precocemente e ter mais acesso a tratamentos, acrescenta.

Lui explica sobre a jornada que a mulher percorre no Brasil para a detecção do Câncer de Mama hoje. Normalmente começa com um exame clínico com o médico examinando as mamas. Ele olha e analisa itens como a textura da pele, a posição do mamilo e a anatomia do seio. Em seguida pode solicitar uma mamografia. Lui afirma que 80% dos resultados das mamografias feitas no mundo são negativas.

Estes resultados o levam a crer que gente errada é enviada para a mamografia. Pessoas que não precisariam passar por aquele exame naquele momento. A mamografia é um exame dolorido e incômodo. E há carência de mamógrafos no Brasil e são mal distribuídos. No Brasil, 80% dos municípios do Brasil não têm mamografia.

Então as mulheres ficam à mercê desses exames e que o sistema não consegue atender.

A OMS – Organização Mundial da Saúde recomenda que a as mulheres acima de 40 anos de idade devem fazer a mamografia a cada 2 anos, mas no Brasil há uma realidade diferente. Pela pouca quantidade de mamógrafos disponíveis e a má distribuição, aqui se recomenda que a mulher faça a mamografia a partir dos 50 anos.

Lui ainda nos esclarece que, segundo o Banco Mundial, no mundo se gasta 21 vezes mais dinheiro em tratamento do que com precaução. As pessoas precisam ficar doentes para a ir no médico.

Recentemente, quando esteve em Nova York, Lui viu que os médicos estão desesperados porque antes as pessoas iam até os médicos e agora os médicos vão até as pessoas.

Quando projeto Linda teve início, foram avaliadas todas as orientações da OMS. E eles indicam que hoje o paciente deve estar no foco. Se as pessoas não podem ir até o médico, o médico precisa ir até elas.

E aí está a beleza do Linda, continua Lui. É um aparelho pequeno, portátil, e não emite radiação, e ainda é muito mais barato do que um mamógrafo.

O Linda consegue dar acesso quando se pensa num atendimento primário ao combate ao câncer de mama. Onde o médico não tem nenhum instrumento, além da sua experiência e de suas mãos. E para não correr riscos conta com a mamografia.

Como Lui informou, 80% dos exames de mamografia são negativos, ou seja, vai muita gente que não precisa. Encarece o sistema, fazer mal-uso da máquina pública porque vai ter mais gente, sobrecarrega o sistema público porque as máquinas estão mal distribuídas. E pior, as mulheres no sistema público, esperam meses. Primeiro para ter acesso a uma consulta, depois o acesso ao exame e depois voltar ao médico. Muitas não sobrevivem durante esse período: elas não conseguem.

O Linda que atuar como apoio ao médico, numa etapa em que ele não tem nenhuma ferramenta hoje. Ajudar o médico a enxergar melhor o que está acontecendo para tomar a melhor decisão onde ele é soberano.

Lui explica que o objetivo do Linda não é ir contra a mamografia, é auxiliar o médico nessa triagem. E escolher quem tem prioridade na fila porque isto pode fazer a diferença na vida de muitas mulheres.

O Câncer de Mama é um problema mundial. E aqui também é. Por exemplo, uma mulher na Carolina do Norte, Estados Unidos, demora 8 meses para conseguir acesso a uma mamografia.  Ainda há muito lugares nos Estados Unidos, França, Canadá, que as mulheres esperam meses para ter acesso à mamografia.

Lui faz um comentário sobre a suspensão de campanhas de autoexame por aqui. E por que? Porque quando a mulher detecta o carocinho no autoexame, pode ser tarde demais. A taxa de sobrevida cai para 40% enquanto na detecção precoce esta taxa sobre para 90%.

Além disso, as campanhas de autoexame estavam afastando as mulheres do médico, ao invés de trazê-las para o médico. “Não vou fazer mamografia porque dói. Vou fazer o autoexame no banho”.

São Paulo não consegue atingir as metas de mamografia. As mulheres não querem mais fazer porque dói, porque é longe ou porque elas não têm tempo. Acessibilidade é um problema.

O projeto Linda está vendo o que é necessário para se encaixar nesse gap e ajudar nessa jornada.

Como o Linda funciona?

Lui explica de uma maneira bem simples que o Linda é um aparelho que conta com um sensor que avalia a temperatura do corpo.

Ele tem um celular dentro dele e uma câmera de infravermelho. Tira uma foto usando a câmera de infravermelho, envia para a nuvem e devolve o resultado em até 15 segundos com a informação do que o Linda acha que a pessoa tem.

Nosso corpo é regido por uma glândula chamada hipotálamo, que dentre outras coisas, regula a temperatura do nosso corpo. O nosso corpo é simétrico. Isso quer dizer que a temperatura de um braço e do outro é igual. O Linda vai procurar a diferença de temperatura no nosso corpo. Achando esse ponto, tira uma foto, olha a imagem, vê a diferença de temperatura entre as duas mamas, dá um zoom na imagem, analisa com os 5 milhões de variáveis do seu sistema de inteligência artificial e faz o resultado.

Segundo Lui, “a gente tem um banco de dados com mais de 12.000 exames feitos. Então a gente treinou o Linda para entender o que é um tumor e o que é uma lesão. A gente treinou o Linda para identificar as diferenças. Ele foi aprendendo essas diferenças e hoje consegue fazer o diagnóstico. Sem dor, só com uma foto.”

E dá para as mulheres consultarem?

O Linda está operando em 13 cidades como São Caetano do Sul e algumas cidades do Nordeste com planos de expandir rapidamente para outras cidades.

Em paralelo, o processo de internacionalização já está em negociação com instituições como a FDA e Health Canada.

O plano de expansão está cauteloso porque a causa do câncer é uma causa muito nobre. Estamos num ano eleitoral e não querem que o Linda seja uma plataforma política.

“Queremos entrar e deixar um legado. Um lugar melhor para se viver. Muito em breve o Linda estará em todo o país, é só uma questão de tempo.” Reforça Lui.

Lui  comenta que já estão falando com Ministério da Saúde para entrar no SUS Brasil. Estão em processo de validação cumprindo todos os protocolos neste mercado que é bastante regulado, como deve ser.

O Linda é um projeto com perspectivas atuar em várias frentes e ajudar num problema, que vai além da saúde, mas que causa também um enorme problema social porque:

O Câncer de Mama também afeta a autoestima da mulher. 75% das mulheres que têm câncer de mama são abandonadas pelo parceiro.

Muitas vezes têm que fazer dupla jornada para dar conta dos filhos. E como ela a mulher dá conta de tudo isso?

Muitas mulheres perdem o emprego e deixam de trabalhar porque precisam se tratar e não podem faltar no emprego.

Para quem quiser saber mais sobre o Linda, acesse: https://lindalifetech.com/

Assista a entrevista com Luís Lui na íntegra. Acesse:

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Time Estilo 5.0+

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