Aceitar as suas diferenças e as dos outros. Vamos tentar?

Aceitar as suas diferenças e a dos outros

A maturidade nos traz uma revelação: o cansaço de tentar ser tudo para todos, que finalmente se transforma em um alívio. Esse é o momento em que a vida nos convida, quase que por imposição, a deixar de lado o projeto de reformar os outros e a nós também.

Durante décadas tentamos ser a filha ideal, a profissional impecável, a parceira que entende tudo, a mãe que não erra. E, no caminho, gastamos uma energia descomunal tentando encaixar as pessoas ao nosso redor em moldes que elas simplesmente não foram feitas para ocupar.

Aceitar as nossas diferenças e as dos outros não é algo fácil de aceitar. Mas podemos tentar. Veja algumas dicas de profissionais da área de saúde mental:

Aceitar a si mesma (O “Eu”)

Aos quarenta, cinquenta ou sessenta anos você percebe que você não é o projeto de alguma coisa: você é a obra completa.

Seus “defeitos” são, na verdade, marcas de sobrevivência. Aquela ansiedade? Provavelmente foi o que te fez chegar aqui. Aquele jeito intenso? É a sua marca registrada.

  • Integração em vez de correção. Em vez de tentar “corrigir” o que você acha que não é bom o suficiente, tente integrar essas partes à sua história. Você não precisa ser uma versão editada de si mesma para ser digna de amor ou respeito.

Sobre aceitar o outro (O “Outro”)

Essa é a parte mais difícil, mas pode ser libertadora. Aceitar o outro é entender que as pessoas não são projetos de melhoria pessoal.

  • O direito a não concordar. Alguém próximo pode ter uma visão de mundo completamente diferente da sua, e isso não significa que você precisa “corrigir” o pensamento dessa pessoa para se sentir segura, mas entender.
  • O limite como forma de respeito. Você não precisa concordar com o outro para conviver bem. Aceitar a diferença significa: “Eu te respeito na sua forma de ser, mas não permito que ela invada o meu espaço”. Isso não é frieza; é maturidade emocional.

E o que muda quando a gente abre mão do controle?

Quando paramos de tentar mudar o mundo e as pessoas, o espaço antes ocupado pela vigilância, controle, passa a ser ocupado pela curiosidade.

Você para de julgar por que o outro faz o que faz e passa a observar com uma distância saudável e entende que a atitude do outro é dele, e não sua. Isso tira o peso da responsabilidade das suas costas. O erro do outro deixa de ser uma ofensa pessoal e passa a ser apenas… o erro dele.

A escritora, ensaísta e poetisa brasileira Lya Luft, costumava dizer: “A maturidade é o processo pelo qual nos tornamos menos exigentes com os outros e mais gentis conosco”.

O psicólogo Rossandro Klinjey, enfatiza: “a maturidade não vem com o tempo. Tempo, por si só, só envelhece. O que amadurece a gente são as escolhas que fazemos quando ninguém está aplaudindo. A escolha de não se abandonar para caber na vida de alguém. A escolha de permanecer inteiro, mesmo que isso custe algumas despedidas. A escolha de não negociar a própria essência para garantir companhia. Porque chega um dia em que a gente entende. Permanecer acompanhado nunca pode ser mais importante do que permanecer em paz consigo. E esse dia… é quando a maturidade finalmente nasce”.

Neurodiversidade

Além de todas as diferenças existentes entre as pessoas, há um novo termo denominado Neurodiversidade que “diz respeito à variedade do funcionamento neurológico humano. Enquanto alguns de nós funcionam a de forma comum, ou típica, outros são divergentes”.

Segundo matéria publicada na Revista Vida Simples, a neurodivergência, foi criada no ano 2000, pela ativista norte-americana Kassiane Asasumasu, para falar das condições neurais que fogem do padrão comum.

Fazem parte desse grupo: “o Transtorno de Espectro Autista (TEA), o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), transtorno específicos de aprendizagem como Dislexia, Disgrafia e Discalculia, além de Altas Habilidades e Superdotação (AHSD), Síndrome de Tourette, entre outros”

Imagine que cada uma dessas condições tem suas características e formas de manifestação próprias, podendo aparecer isoladamente ou associadas.

Essas pessoas também podem estar do nosso lado, na nossa família ou encontrarmos na nossa trajetória de vida. Como lidar?

Segundo a psiquiatra Thaíssa Pandolfi: “muitas vezes, essas características diferenciadas estiveram presentes na sua vida; você sempre teve. Se sentia diferente, estranha, e são a sua maior potência. Então tudo bem ser assim”. E aceitar o outro que pode ser assim.

Aceitar as diferenças não é dizer que “tudo vale”. É saber onde você termina e onde o outro começa. É entender que a diversidade de personalidades, ritmos e ideias não é um obstáculo para a sua felicidade, mas faz parte da sua construção.

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Um abraço!

Estilo 5.0+

Fontes:

https://vidasimples.co/saude-emocional/neurodiversidade-aceite-as-diferencas-as-suas-e-as-dos-outros/

https://www.maturi.com.br/blog/preconceito-diferentes

Respeite a escolha que a outra escolhe envelhecer- Adriana Saric- 00:54

https://www.instagram.com/p/DTyYFtNjizH/

https://www.facebook.com/rossandro.klinjey/posts/eu-costumo-dizer-que-maturidade-n%C3%A3o-vem-com-o-tempotempo-por-si-s%C3%B3-s%C3%B3-envelheceo/1441699113983831/

 

Vídeos

Como Conviver Com As Diferenças? – Mario Sergio Cortella- 03:50

 

Viver também é aceitar uma verdade simples, e nada… Daiana Garbin – 01:05

 

 

Cintia Yamamoto Ruggiero

Sou apaixonada pelo tema Longevidade, curiosa e inquieta! Quero participar ativamente da revolução da longevidade e colocar o aprendizado profissional de mais de 30 anos e a experiência nas áreas de Negócios e Marketing para trazer conteúdos, produtos e serviços para as Mulheres 50+, conectadas, curiosas e interessadas!