Permita-se mudar. A sua jornada de autodescoberta continua na maturidade, e as possibilidades são infinitas.
Permita-se mudar. A sua jornada de autodescoberta continua na maturidade, e as possibilidades são infinitas.
De acordo com a Professora e Filósofa brasileira Lucia Helena Galvão, “nós podemos e devemos mudar porque o crescimento do ser humano implica em mudança e nada em nós é definitivo”.
Na maturidade, chegamos a um momento da vida onde acumulamos sabedoria, experiências, risos e, talvez, algumas cicatrizes que nos tornaram quem somos hoje. Mas em meio a essa riqueza de vivências, muitas vezes nos pegamos presas a ideias, rotinas ou até mesmo identidades que, em algum momento, nos serviram, mas que hoje talvez não caibam mais.
É nesse contexto que surge um convite poderoso: permita-se mudar.
Mas por onde começar?
Autoconhecimento é fundamental. Entender onde você se encontra hoje e onde quer chegar é a base para que você possa traçar o seu caminho e acreditar que vai chegar no seu objetivo.
Pode começar com atitudes simples, mudanças homeopáticas que se traduzem, ao longo do tempo, em um novo jeito de viver.
“Nunca subestime o poder de pequenas mudanças consistentes. “Elas são o primeiro passo para grandes revoluções internas”.
Mudar é reconhecer que você tem a capacidade inata de evoluir, de se reinventar e de descobrir novas paixões e propósitos. É entender que a idade não é um limite para o aprendizado, para a aventura ou para a redescoberta de si mesma.
Talvez você sinta um desejo de aprender algo novo, de explorar um hobby que sempre quis, de mudar de carreira, de viajar para um lugar desconhecido, ou simplesmente de ajustar a forma como você se relaciona com o mundo ao seu redor. De controlar menos e deixar fluir. A sua vida e a dos demais.
Essas são sementes de mudança que merecem ser cultivadas.
Ao abrir mão dessas amarras, você cria espaço para o novo, para o inesperado e para aquilo que realmente ressoa com a mulher que você pode se tornar.
O papel da vida com suas crises e chamados é o de nos confrontar com o que precisamos para nos equilibrar e curar nossas feridas. “o desapego é doído. Não é fácil, mas é libertador também” afirma Regina Gianetti, jornalista e instrutora de mindfulness pela Unifesp. “Depois que a gente solta umas peças da armadura por aí, dá uma leveza muito grande e a gente se sente mais fortalecida. Aí vem uma mudança ainda mais profunda”.
A letra da música do Gilberto Gil, O eterno Deus Mu Dança, convida a essa mudança que está presa dentro de nós: “A gente quer mudança, O dia da mudança, A hora da mudança, O gesto da mudança”.
“Às vezes, a gente resiste porque está apegado a esse sofrimento, ao que é confortável, mesmo sendo um conforto doloroso” detalha o psicanalista Alexandre Patrício de Almeida.
A psicóloga Roberta Zanatta, recomenda: “Permita-se mudar de cabelo, de namorado, de cidade, de emprego, de valores, de crenças, de opiniões, de estilos musicais, de filme favorito, do sabor da pizza, de turma de amigos e assim eleve a essência da sua alma e liberte-se para ser você e viver isso com integralidade”.
Crises provocadas por situações como adoecimento, perda de uma pessoa querida ou de um trabalho são aflitivas e angustiantes, mas também catalisam transformações.
A mudança pode vir acompanhada de um certo desconforto, sim. Sair da zona de conforto é um desafio em qualquer idade. Mas pense nas novas perspectivas, na vitalidade que surge ao se conectar com novas ideias, e na alegria de descobrir facetas de si mesma que você nem imaginava.
Seja gentil consigo mesma durante esse processo. Abrace a curiosidade, a experimentação e a imperfeição.
“As adversidades podem ser encaradas como mensageiras ou mestras que revelam o que nos prende”, revela a monja Pema Chodron, em seu livro:
Quando tudo se desfaz: Orientação para tempos difíceis – Pema Chodron

A felicidade está ao nosso alcance, e, no entanto, tantas vezes a perdemos de vista, ironicamente na tentativa de evitar dor e sofrimento. O texto radical e compassivo de Pema Chödrön vem de encontro às nossas expectativas e hábitos de conduta “quando tudo se desfaz”, e nos confronta com a sabedoria Budista.
Existe somente uma atitude em relação ao sofrimento, ensina Pema, e essa atitude é a que caminha na direção das situações difíceis com afabilidade e curiosidade, se deixando levar pela insegurança da situação. É ali, no meio do caos, que descobrimos a verdade e o amor indestrutíveis.
Segundo artigo publicado na Revista Vida Simples: “Mudar dá trabalho. A gente se anima, se empolga, depois bate o medo. Tem dias que queremos que tudo aconteça logo. Em outros, seguramos firme no que já conhecemos. Mudança é assim: uma dança entre o que vai e o que fica”.
Pode ser muito chato sermos sempre iguais. Sem mudanças, sem a busca de algo inovador, na nossa vida, ou no nosso entorno.
O amadurecimento nos traz uma nova perspectiva de enxergar as coisas com uma outra perspectiva. Vamos amadurecendo, conhecendo novas pessoas, frequentando novos lugares, e tudo isso, contribui para que possamos enxergar as coisas com uma outra perspectiva.
Veja algumas dicas para permitir-se mudar:
Desconstrua o mito do “tempo certo”
Não existe idade limite para aprender um novo idioma, trocar de carreira, mudar o estilo de se vestir, começar um projeto pessoal ou viver novas formas de afeto. O momento certo para mudar é o momento em que você sente o desejo sincero de evoluir.
Comece com pequenas mudanças no cotidiano
Grandes revoluções nem sempre precisam de gestos drásticos. Mudar a rota da caminhada diária, experimentar uma nova atividade aos finais de semana ou reorganizar a casa já enviam uma mensagem clara ao seu cérebro de que você está aberta ao novo.
Desapegue da aprovação alheia
Durante muito tempo, é comum vivermos para atender às expectativas da família, do trabalho ou da sociedade. A maturidade é o convite perfeito para colocar a sua voz em primeiro lugar. Pergunte-se com frequência: “Eu estou fazendo isso por mim ou pelos outros?”
Olhe para o medo com gentileza
O medo do desconhecido é natural e não desaparece completamente com a idade. A diferença é que, agora, você já superou desafios suficientes para saber que é capaz de lidar com as incertezas. Enxergue o frio na barriga não como um aviso para parar, mas como sinal de que há vida e energia em movimento.
Resgate projetos e desejos engavetados
Pense naquelas vontades antigas que ficaram pelo caminho devido à correria da vida diária. Trazer esses sonhos de volta para a luz do dia — seja um hobby, um estudo ou uma viagem — é uma das formas mais bonitas de renovar os seus dias.
Comece com pequenos passos, com o mínimo viável.:
Em vez de tentar mudar tudo, selecione uma área ou um desejo principal para começar.
Procure inspiração:
Leia livros, assista a documentários, ouça podcasts, siga pessoas que estão trilhando caminhos semelhantes ou que te inspiram a ir além.
Não há momento certo ou errado para recomeçar, para ajustar a rota ou para abraçar uma nova versão de si mesma. O presente é sempre o melhor presente para começar. Importante seguir em frente!
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Estilo 5.0+
Fontes:
https://vidasimples.co/saude-emocional/faca-as-mudancas-que-voce-deseja/
https://www.instagram.com/p/DFn2_yZRMlG/
https://robertazanatta.com.br/permita-se-mudar/
Vídeos:
Mudança é sinal de vida- Roberto Shinyashiki – 00:46
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amandafrancozooficial- Se permita mudar… viver fases novas – 01:28
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O eterno Deus Mu Dança (Radio Version) – Gilberto Gil – 04:58
