Envelhecimento Feminino: uma jornada e não uma sentença

por Cintia Yamamoto Ruggiero
Envelhecimento Feminino: uma jornada e não uma sentença

Você, Mulher Madura, já se sentiu ou conhece mulheres que se sentiram pressionadas pela sociedade para manter a juventude a qualquer custo? A sentir que o envelhecimento é um inimigo a ser combatido? Se a resposta for sim, saiba que você não está sozinha.

O preconceito contra o envelhecimento feminino é um problema real e profundo. É como se, ao chegarmos na maturidade, perdemos a validade, a beleza e a relevância.

“O etarismo e o preconceito contra mulheres acima dos 40 anos é um cenário insustentável uma vez que envelhecer é o futuro de todas as pessoas. De acordo com o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil já é um país envelhecido e feminino.

O número de pessoas com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em 12 anos e as mulheres são 51,5% da população. O IBGE ainda aponta que, em 2060, o número de idosos vai ultrapassar o de jovens e chegar a 25,5% da população”.

A raiz desse preconceito é complexa. Ela se alimenta de padrões de beleza irreais, impostos pela mídia e pela indústria da beleza, que nos fazem acreditar que a juventude é sinônimo de valor. Além disso, a sociedade patriarcal sempre valorizou a aparência física das mulheres em detrimento de suas conquistas e experiências.

Infelizmente, o preconceito, o etarismo muitas vezes é declarado pelas próprias mulheres.

Xuxa, apresentadora e atriz brasileira, comentou em entrevista para a Revista Vogue: “não me lembro de ter recebido nenhuma ofensa de homens, mas já recebi de mulheres, sobre estar velha. O que não deixa de ser verdade. Mas as pessoas usam essa palavra de um jeito pejorativo:

“Nossa, mas como a Xuxa está velha”.

“Envelhecer diante das câmeras é um desafio que muitas celebridades já admitiram enfrentar. Além das mudanças do corpo, quem vive sob os holofotes também lida com comparações constantes e expectativas do público. Aos 63 anos, Xuxa Meneghel já falou abertamente sobre esse processo e revelou que, apesar de viver uma fase feliz da vida, ainda encara dificuldades para aceitar alguns efeitos da passagem do tempo”.

Em uma entrevista concedida à jornalista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, “Xuxa, que agora retorna para sua turnê de despedida da nave e reuniu milhões de pessoas pelo Brasil, afirmou que se sente realizada em diferentes aspectos da vida pessoal”.

“Estou no auge que um ser humano pode alcançar como amante, como mulher, como mãe. Mas olho minha pele enrugadinha e é um outro lado da idade. Por mais que eu use os melhores cremes, me olho no espelho e não me vejo como antes. É difícil, me olho e falo: nunca mais terei aquele corpo, aquela cinturinha”, disse Xuxa.

Durante a entrevista, “Xuxa também falou sobre as mensagens que recebe de pessoas, incluindo fãs, que comentam sua aparência ou dizem que ela está velha. Para ela, esse tipo de reação revela uma dificuldade do público em lidar com o seu envelhecimento”.

“Eu entendo elas. Eu sei me olhar com o olhar delas. Mas meus fãs de antigamente também envelheceram. E não querem se ver desse jeito. Muitas dessas pessoas, pelo visto, não têm maturidade para curtir essa fase. Moramos num país onde ‘velha’ vem como um negócio pesado”, completou.

Envelhecer é ressignificar nosso olhar para a velhice

“Essa é uma chance de ressignificar nosso olhar para a velhice e, em especial, a velhice feminina. Qual o lugar que a mulher mais velha pode ocupar em uma sociedade patriarcal, etarista e machista? Absolutamente todos que ela quiser”, declarou Maria Leticia médica-legista e ginecologista sobre o envelhecimento feminino.

E como podemos conviver com essa realidade de forma serena?

  • Quebrando tabus: Compartilhando nossas histórias, mostrando que o envelhecimento é algo positivo e que podemos ser felizes em qualquer idade.
  • Amando nossos corpos: Cuidando de nossa saúde e bem-estar, mas sem nos compararmos com os padrões impostos pela sociedade.
  • Valorizando nossas experiências: Reconhecendo que a idade traz sabedoria e que nossas histórias são valiosas.
  • Apoiando outras mulheres: Criando redes de apoio e incentivando outras a se amarem como são.

Assista alguns vídeos sobre o tema que pesquisamos para você:

monicabousquet  e  miriangoldenberg -instagram

A coragem de ser uma velha sem vergonha | Mirian Goldenberg

Angélica entrevista Mirian Goldenberg: Etarismo- 10:32

A beleza não tem idade. A beleza está na história, na força, na sabedoria. Podemos ser incríveis em todas as fases da vida, com ou sem preconceito.

Leia também o texto publicado no nosso Blogpost: Você tem vergonha de envelhecer?

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Fontes:

https://www.terra.com.br/diversao/gente/a-maior-licao-de-envelhecimento-e-longevidade-de-xuxa-aos-63-anos-por-mais-que-eu-use-os-melhores-cremes-me-olho-no-espelho-e-nao-me-vejo-como-antes-e-dificil,530b9656f5f90628cfc4e27cc1fd459fqq36tj7y.html

https://vogue.globo.com/sua-idade/noticia/2024/03/dia-da-mulher-fisiculturista-aos- 62-anos-conta-como-enfrentou-preconceitos-e-virou-um-fenomeno-na-internet.ghtml

https://www.brasildefato.com.br/colunista/maria-leticia/2024/03/01/as-mulheres-tambem-tem-o-direito-de-envelhecer/

https://forbes.com.br/forbes-mulher/2024/06/etarismo-no-trabalho-leva-mulheres-a-empreender/

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