Menopausa e a psique da geração Baby Boomer. Algo mudou?

Menopausa e a Psique da Geração Baby Boomer

Tema de interesse para todas as 50+. Neste vídeo, a Fundadora da Estilo 5.0+ Cintia Yamamoto, bate papo sobre a fase da Menopausa e os impactos na psique feminina com a Maria Ângela Rossetto, psicóloga clínica há 35 anos e com uma experiência maravilhosa!

Vamos conhecê-la:

Maria Ângela Rossetto tem mestrado pela Unifesp em distúrbios da comunicação,  Professora titular há 30 anos das cadeiras de Psicopatologia, Psicologia do Desenvolvimento Humano e Método de Rorschach na Unfmu e atualmente na Unifesp. Perita nomeada na Vara da Família do Fórum de Santo Amaro e Avaliadora de Cursos de Psicologia pelo INEP e com vários trabalhos publicados em Congressos Nacionais e Internacionais.

Maria Ângela tem muito a nos contar sobre o tema. Destacamos alguns textos da entrevista:

“As reações químicas que acontecem em nosso cérebro impactam a parte física e psicológica”.

“Saúde não é ausência de doença: é o bem-estar físico, emocional e social”.

“A geração “Baby Boomer” foi criada por pais rígidos cuja orientação foi “faça o seu caminho, busque a realização através de trabalho duro, a prosperidade, a estabilidade financeira e a valorização da família”. Geração de mulheres “workaholics”.

E como amenizar os sintomas da menopausa?

“Hoje contamos com as vantagens da evolução da ciência e mais acesso às informações. Podemos recorrer a livros, grupos, internet e ao próprio SUS que tem programas voltados especialmente para a saúde da mulher, inclusive na menopausa.

O fato de termos acesso ao conhecimento nos traz um alivio muito grande.

Os calorões podem diminuir com antidepressivos e também ajudam no controle do humor. Os de última geração não causam tantos efeitos indesejáveis. Há também a reposição hormonal, os lubrificantes e os hidratantes vaginais”.

E o impacto na carreira com a menopausa?

Artigo publicado na revista Claudia de julho/2021, traz o depoimento de uma leitora que declara: “A gente aprende que menopausa é sinônimo de velhice, é o fim, então parece que precisamos esconder, porque é algo negativo”.

Relatos como esse são os mais comuns entre mulheres de 45 a 55 anos que entram nessa fase hormonal e uma pesquisa recente comprova que a falta de abertura para falar sobre o tema é definitiva para a carreira feminina. Conduzido pela companhia de assistência médica britânica Bupa em 2019 e publicado em maio deste ano, o estudo estima que cerca de 900 mil mulheres no Reino Unido tenham deixado seus empregos por causa dos sintomas da menopausa.

Segundo a psicóloga Maria Ângela como a mulher vai lidar com a menopausa vai depender de como elaborou seus conflitos e realizações ao longo da vida.  A que não elaborou seus conflitos, terá sintomas e reações piores. Mas aquela que tem bom relacionamento social e com a família quando chega na menopausa se reconstrói porque tem uma estrutura para isso. É muito importante a preparação da mulher para a fase da menopausa. E para encarar a mudança de ciclo como algo natural da vida.

Envelhecer no século 21 é muito diferente do que envelhecer no século passado.

Graças a informação, a ciência e a tecnologia, uma mulher de 50-60-70-80 anos hoje pode estar muito bem, bonita, saudável e bem cuidada.

43% das mulheres entre 50-60 anos sustentam suas casas. São produtivas, têm recursos para se cuidar, fazer um botox, frequentar uma academia e a conscientização de cuidar de si.

“Durante a menopausa, o casal com bom relacionamento encontra no diálogo e no carinho mútuo conforto para essa etapa da vida e um sexo mais maduro”, reforça Maria Ângela.

Dica importante: as mulheres devem ser preparar para essa etapa da vida com a orientação de um profissional de saúde qualificado.

E na pandemia? O que aconteceu com as mulheres já sensíveis na menopausa?

Na pandemia, não só as mulheres menopausadas foram afetadas, mas a população em geral. Síndrome de pânico, fobias, crises de ansiedade e consultórios lotados. Angústia somada à crise do país.

Muitas pacientes querem manter as sessões online e se recusam a sair de casa.

A depressão afetou a todos de forma bastante acentuada, mesmo para quem não teve perdas na família.

Perguntamos para Maria Ângela quais as sugestões para as mulheres manterem a saúde mental em dia.

Suas dicas: informação, leitura, exercícios aeróbicos e de relaxamento, yoga, alongamento, acompanhamento com profissional de saúde, e até a prática de meditação que é fantástica para controlar o humor e a ansiedade.

Como leitura, Maria Ângela recomenda o livro: “Ciranda das Mulheres Sábias” da psicanalista e poetisa Clarissa Pinkola Estés.

No livro, a autora reverencia a maturidade feminina e faz uma comovente e profunda homenagem àquelas mulheres que souberam acumular sabedoria ao longo de suas existências.   Ao final, as nove preces de gratidão – por todas as idosas do mundo, pelas mulheres mais velhas matreiras, pelas avós nas cozinhas, pelas tias perspicazes, pelas filhas que estão aprendendo, por todas as filhas e velhas – representam um perfeito arremate ao prazer da leitura destas páginas plenas de luz, melodia, emoção e encantamento.

Caso você queira fazer contato com a Maria Ângela, entre em contato através do e-mail:  mac_rossetto@hotmail.com

Vamos ao nosso bate papo?

Convidamos você a assistir o bate papo integral da nossa Fundadora com a Maria Ângela Rosseto acessando o canal do YouTube da Estilo 5.0+

Acesse https://youtu.be/CVb0NOEB-s4 ou assista abaixo:

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